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01-07-2026        

Two years after the greatest escalation of violence in Palestine and Israel, in October 2023, a new phase of the genocide of the Palestinian people has begun, in what the UN special rapporteur Francesca Albanese identified as a collective crime. The cease-fire of October 10, 2025, and the apparent de-escalation of Israel’s offensive in Gaza, seemed to be enough to promote a sense of normalcy, for most media outlets to turn their cameras away, and for world leaders or representatives of organisations such as the European Union to avoid acting to stop Israel’s genocidal acts, as ordered by the International Court of Justice in 2024.

However, as US President Donald Trump and allies established a “Board of Peace” to impose a "transition", violence increases across the occupied Palestinian territories while Israel openly promotes settlement and annexation. More recently, both countries jointly attacked Iran and Israel attacked Lebanon, demonstrating the wider implications of war and violence not only for the region, but for the world. Now, Palestine may be drawing less attention, but what this means objectively is that as accountability, justice and self-determination remain far removed from the horizon, so are peace and liberation.

This seminar discussed this reality, but also our shared responsibility to prevent the consolidation of the settler-colonization of Palestine and the ongoing warmongering in the region and the world. Yara Hawari started with a critical overview of what brought us to this juncture, what the "Board of Peace" means for Palestinian liberation, and how "global" Palestine has historically become. Tamam Abusalama discussed the world's reaction to Israel's genocidal acts in Gaza, particularly the growing international solidarity movement, and informed of the European Citizens' Initiative to suspend the EU-Israel Association Agreement. Teresa Almeida Cravo (Associate Professor of International Relations, Faculty of Economics of the University of Coimbra and Researcher at CES) analyzed these recent developments and conceptualized what she understands as a corporate logic of peace promotion that is fundamentally transactional, privatized, and exclusionary, and cannot, therefore, lead to common and just peace. The seminar ended with a Q&A session and conclusions on collective responsibilities.


Dois anos após a maior escalada de violência na Palestina e em Israel, em outubro de 2023, iniciou-se uma nova fase do genocídio do povo palestino, que a relatora especial da ONU, Francesca Albanese, classificou como um crime coletivo. O cessar-fogo de 10 de outubro de 2025 e a aparente desescalada da ofensiva israelense em Gaza pareceram suficientes para promover uma sensação de normalidade, levando a maioria dos meios de comunicação a desviarem suas câmeras e fazer com que líderes mundiais ou representantes de organizações como a União Europeia evitassem agir para deter os atos genocidas de Israel, conforme ordenado pelo Tribunal Internacional de Justiça em 2024.

Contudo, enquanto o presidente dos EUA, Donald Trump, e seus aliados estabeleciam um "Conselho de Paz" para impor uma "transição", a violência aumenta nos territórios palestinianos ocupados e Israel promove abertamente a colonização e a anexação. Mais recentemente, ambos os países atacaram conjuntamente o Irã e Israel atacou o Líbano, demonstrando as amplas implicações da guerra e da violência não apenas para a região, mas para o mundo. Agora, a Palestina pode estar atraindo menos atenção, mas o que isso significa objetivamente é que, enquanto a responsabilização, a justiça e a autodeterminação permanecem distantes no horizonte, também a paz e a libertação estão fora de alcance.

Este seminário abordou essa realidade, mas também a nossa responsabilidade compartilhada de impedir a consolidação da colonização da Palestina e a contínua beligerância na região e no mundo. Yara Hawari iniciou com uma análise crítica do que nos trouxe a esta conjuntura, o significado do "Conselho de Paz" para a libertação palestiniana e como a Palestina se tornou historicamente "global". Tamam Abusalama discutiu a reação mundial aos atos genocidas de Israel em Gaza, particularmente o crescente movimento de solidariedade internacional, e informou sobre a Iniciativa de Cidadania Europeia para suspender o Acordo de Associação UE-Israel. Teresa Almeida Cravo analisou os desenvolvimentos recentes para finalmente conceitualizar o que ela entende como uma lógica corporativa de promoção da paz que é fundamentalmente transacional, privatizadora e excludente, e que, portanto, não pode conduzir a uma paz comum e justa. O seminário terminou com uma sessão de questões e comentários e conclusões sobre a responsabilidade coletiva.

 
 
pessoas
Moara Assis Crivelente
Teresa Almeida Cravo



 
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temas
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