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<title>Centro de estudos Sociais - Canal CES</title>
<atom:link href="https://saladeimprensa.ces.uc.pt/rss/canalces.xml" rel="self" type="application/rss+xml" /><link>https://saladeimprensa.ces.uc.pt</link>
<description></description>
<image><url>https://ces.uc.pt/iframe/ces/logos/logos_CES-pt01.jpg</url><title>Centro de Estudos Sociais</title><link>https://www.ces.uc.pt</link>
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<language>pt</language>
<lastBuildDate>Wed, 22 Jul 2026 06:00:02 +0100</lastBuildDate>
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<title>«No One Left to Work the Land»: The Environmental Injustice of Land Grabbing</title>
<link>https://saladeimprensa.ces.uc.pt/index.php?col=canalces&amp;id=49939</link>
<description><![CDATA[ <p>
	Land grabbing in Eastern Europe is a growing concern in terms of both environmental and human rights. The post-socialist transition to market economies has progressively weakened social reproduction in rural communities, intensifying inequalities and power imbalances between peasants, local authorities, investors, and economic elites. In this context, small-scale land conflicts and everyday forms of extractive violence tend to be normalized or rendered invisible, creating the conditions for large-scale appropriation processes. This seminar proposes an interpretation of these dynamics &quot;hidden in plain sight,&quot; emphasizing the need to understand the phenomenon from an environmental justice lens.</p>
<hr />
<p>
	A apropria&ccedil;&atilde;o de terras na Europa do Leste constitui uma preocupa&ccedil;&atilde;o crescente em termos ambientais e de direitos humanos. A transi&ccedil;&atilde;o p&oacute;s-socialista para economias de mercado fragilizou progressivamente a reprodu&ccedil;&atilde;o social nas comunidades rurais, intensificando desigualdades e assimetrias de poder entre camponeses, autoridades locais, investidores e elites econ&ocirc;micas. Neste contexto, conflitos fundi&aacute;rios de pequena escala e formas cotidianas de viol&ecirc;ncia extrativa tendem a ser normalizados ou invisibilizados, criando as condi&ccedil;&otilde;es para processos de apropria&ccedil;&atilde;o em larga escala. Este semin&aacute;rio prop&otilde;e uma leitura destas din&acirc;micas &ldquo;escondidas &agrave; vista de todos&rdquo;, sublinhando a necessidade de compreender o fen&ocirc;meno a partir de uma perspetiva de justi&ccedil;a ambiental.</p>
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<pubDate>Wed, 22 Jul 2026 00:00:00 GMT</pubDate>
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<title>UnCoveR - Media e Violência Sexual: Ep.7 Marta Monteiro</title>
<link>https://saladeimprensa.ces.uc.pt/index.php?col=canalces&amp;id=49938</link>
<description><![CDATA[ <p>
	Neste epis&oacute;dio, Rita Alcaire conversa com a realizadora Marta Monteiro sobre Sopa Fria, uma curta-metragem de anima&ccedil;&atilde;o inspirada numa hist&oacute;ria de Joana Estrela sobre viol&ecirc;ncia dom&eacute;stica.</p>
<p>
	A conversa explora as rela&ccedil;&otilde;es entre mem&oacute;ria, trauma e sobreviv&ecirc;ncia, refletindo sobre o uso da met&aacute;fora, da anima&ccedil;&atilde;o, do som e da linguagem visual na representa&ccedil;&atilde;o da viol&ecirc;ncia. A partir do processo criativo do filme, o epis&oacute;dio aborda tamb&eacute;m os desafios &eacute;ticos e est&eacute;ticos de representar experi&ecirc;ncias de abuso sem recorrer ao sensacionalismo ou &agrave; viol&ecirc;ncia expl&iacute;cita.</p>
<p>
	Marta Monteiro &eacute; ilustradora e realizadora portuguesa de cinema de anima&ccedil;&atilde;o. Nascida em Penafiel, em 1973, licenciou-se em Artes Pl&aacute;sticas/Escultura pela Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto e frequentou tamb&eacute;m a Norwich School of Art no &acirc;mbito do programa Erasmus. Trabalhou como docente antes de se dedicar integralmente &agrave; ilustra&ccedil;&atilde;o e ao cinema de anima&ccedil;&atilde;o.</p>
<p>
	Ao longo do seu percurso, colaborou com publica&ccedil;&otilde;es nacionais e internacionais, como o The New York Times, The New Yorker e a revista Vis&atilde;o. Em 2014 recebeu a Medalha de Ouro da Society of Illustrators de Nova Iorque pela s&eacute;rie ilustrada Little People, al&eacute;m de distin&ccedil;&otilde;es internacionais na &aacute;rea da ilustra&ccedil;&atilde;o.</p>
<p>
	Como realizadora, destacou-se pelas curtas-metragens de anima&ccedil;&atilde;o Independ&ecirc;ncia de Esp&iacute;rito (2011), A Sonolenta (2017) e Sopa Fria (2023). A Sonolenta recebeu v&aacute;rios pr&eacute;mios, incluindo o Grande Pr&eacute;mio SPA Vasco Granja no festival Monstra, enquanto Sopa Fria &mdash; uma curta sobre viol&ecirc;ncia dom&eacute;stica inspirada na hist&oacute;ria Sopa de Joana Estrela &mdash; foi amplamente exibida e premiada internacionalmente.</p>
<p>
	O trabalho de Marta Monteiro cruza frequentemente quest&otilde;es de g&eacute;nero, intimidade, viol&ecirc;ncia e mem&oacute;ria com uma linguagem visual delicada e profundamente cr&iacute;tica, explorando as rela&ccedil;&otilde;es entre o quotidiano, o corpo, a vulnerabilidade e as estruturas sociais.</p>
 ]]></description>
<pubDate>Thu, 16 Jul 2026 00:00:00 GMT</pubDate>
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</item>
<item>
<title>Violência e Género em Contextos Desportivos</title>
<link>https://saladeimprensa.ces.uc.pt/index.php?col=canalces&amp;id=49896</link>
<description><![CDATA[ <p>
	Este semin&aacute;rio abordou os diferentes tipos da viol&ecirc;ncia (f&iacute;sica, psicol&oacute;gica, sexual e social), os seus impactos e preval&ecirc;ncia em diferentes modalidades desportivas, os perfis das v&iacute;timas e dos/as agressores/as e as rela&ccedil;&otilde;es de poder entre atletas, treinadores/as e pais. Tamb&eacute;m examinou as representa&ccedil;&otilde;es da viol&ecirc;ncia sexual em contextos desportivos de base e de alto rendimento.</p>
<p>
	Esta atividade insere-se no projeto europeu EQUI-Champions | Promoting inclusion, gender equity and non-violent models of masculinities in sports environment&nbsp; (GA 101134522), financiado pela Ag&ecirc;ncia Executiva de Educa&ccedil;&atilde;o e Cultura da Uni&atilde;o Europeia (EACEA).</p>
<hr />
<p>
	This seminar addressed the different types and impacts of violence (physical, psychological, sexual, and social), their prevalence across different sports, the profiles of victims and perpetrators, and the power relations between athletes, coaches, and parents. It also examined the representations of sexual violence in grassroots and high-performance sport contexts.</p>
<p>
	This activity is part of the European project EQUI-Champions | Promoting inclusion, gender equity and non-violent models of masculinities in sports environment (GA 101134522), funded by the European Union&#39;s Education and Culture Executive Agency (EACEA).&nbsp;</p>
<p>
	&nbsp;</p>
 ]]></description>
<pubDate>Wed, 15 Jul 2026 00:00:00 GMT</pubDate>
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</item>
<item>
<title>UnCoveR - Media e Violência Sexual: Ep.6 Cláudia Rita Oliveira</title>
<link>https://saladeimprensa.ces.uc.pt/index.php?col=canalces&amp;id=49936</link>
<description><![CDATA[ <p>
	Neste epis&oacute;dio, Rita Alcaire conversa com a realizadora Cl&aacute;udia Rita Oliveira sobre No Canto Rosa, um document&aacute;rio que parte da experi&ecirc;ncia da sua m&atilde;e para refletir sobre viol&ecirc;ncia dom&eacute;stica, controlo psicol&oacute;gico e desigualdade de g&eacute;nero.</p>
<p>
	A conversa aborda as rela&ccedil;&otilde;es entre mem&oacute;ria, arquivo e narrativa audiovisual, bem como o papel do cinema na representa&ccedil;&atilde;o da viol&ecirc;ncia, na cr&iacute;tica aos sistemas patriarcais e legais e na cria&ccedil;&atilde;o de novas formas de escuta, empatia e consci&ecirc;ncia social.</p>
<p>
	Cl&aacute;udia Rita Oliveira &eacute; montadora, realizadora e produtora portuguesa de cinema documental. Licenciada em Design de Comunica&ccedil;&atilde;o pela Universidade do Algarve, tem forma&ccedil;&atilde;o em montagem e realiza&ccedil;&atilde;o pela Escola Superior de Teatro e Cinema e frequentou estudos de cinema na FAMU, em Praga. Trabalhou como montadora em filmes marcantes do cinema portugu&ecirc;s contempor&acirc;neo, como Jos&eacute; e Pilar e A F&aacute;brica de Nada, que foram distinguidos com pr&eacute;mios internacionais de montagem.</p>
<p>
	Como realizadora, destacou-se com o document&aacute;rio Cruzeiro Seixas &ndash; As Cartas do Rei Artur, vencedor do Pr&eacute;mio do P&uacute;blico no DocLisboa 2016, e, mais recentemente, com No Canto Rosa, um filme sobre viol&ecirc;ncia dom&eacute;stica e abuso psicol&oacute;gico, inspirado na experi&ecirc;ncia da sua m&atilde;e. O document&aacute;rio questiona as formas como a viol&ecirc;ncia contra as mulheres continua a ser desvalorizada social e institucionalmente em Portugal.</p>
<p>
	Em 2020, fundou a Madame Filmes, produtora dedicada &agrave; cria&ccedil;&atilde;o de narrativas centradas em mulheres e outros indiv&iacute;duos &agrave; margem das representa&ccedil;&otilde;es medi&aacute;ticas dominantes. O seu trabalho cruza cinema documental, mem&oacute;ria, g&eacute;nero, viol&ecirc;ncia e justi&ccedil;a social, explorando a arte como um espa&ccedil;o de escuta, de resist&ecirc;ncia e de transforma&ccedil;&atilde;o cultural.</p>
 ]]></description>
<pubDate>Thu, 09 Jul 2026 00:00:00 GMT</pubDate>
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</item>
<item>
<title>Igualdade de Género e Desporto em Portugal</title>
<link>https://saladeimprensa.ces.uc.pt/index.php?col=canalces&amp;id=49893</link>
<description><![CDATA[ <p>
	Este semin&aacute;rio abordou as disparidades persistentes entre mulheres e homens no mundo do desporto e alguns dos instrumentos de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas que coordenam esfor&ccedil;os para promover a igualdade de g&eacute;nero no desporto em Portugal. Apresentou, ainda, os dados mais recentes recolhidos no &acirc;mbito do projeto &ldquo;All In Plus&rdquo;.</p>
<p>
	Esta atividade insere-se no projeto europeu EQUI-Champions | Promoting inclusion, gender equity and non-violent models of masculinities in sports environment&nbsp; (GA 101134522), financiado pela Ag&ecirc;ncia Executiva de Educa&ccedil;&atilde;o e Cultura da Uni&atilde;o Europeia (EACEA).</p>
<hr />
<p>
	This seminar discussed ongoing disparities between women and men in the world of sports and some of the public policy instruments that coordinate efforts to promote Gender Equality in Sports in Portugal. It also presented the most recent data collected under the &ldquo;All In Plus&rdquo; project.</p>
<p>
	This activity is part of the European project EQUI-Champions | Promoting inclusion, gender equity and non-violent models of masculinities in sports environment (GA 101134522), funded by the European Union&#39;s Education and Culture Executive Agency (EACEA).&nbsp;</p>
<p>
	&nbsp;</p>
 ]]></description>
<pubDate>Wed, 08 Jul 2026 00:00:00 GMT</pubDate>
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<enclosure url="https://www.youtube.com/watch?v=r3gVRtoVGnw"  type="text/html"/>
</item>
<item>
<title>UnCoveR - Media e Violência Sexual: Ep.5 Ângelo Fernandes</title>
<link>https://saladeimprensa.ces.uc.pt/index.php?col=canalces&amp;id=49855</link>
<description><![CDATA[ <p>
	Neste epis&oacute;dio, Alexandre de Sousa Carvalho entrevista &Acirc;ngelo Fernandes, fundador da Quebrar o Sil&ecirc;ncio, a primeira associa&ccedil;&atilde;o portuguesa de apoio especializado a homens e rapazes v&iacute;timas e sobreviventes de viol&ecirc;ncia sexual.</p>
<p>
	A conversa aborda os impactos da viol&ecirc;ncia sexual, os estigmas e os sil&ecirc;ncios que continuam a marcar estas experi&ecirc;ncias e a import&acirc;ncia de desconstruir mitos e estere&oacute;tipos de g&eacute;nero. Reflete ainda sobre a preven&ccedil;&atilde;o do abuso sexual de crian&ccedil;as, a forma&ccedil;&atilde;o de profissionais, o apoio &agrave;s v&iacute;timas e o papel da sensibiliza&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica e dos media no combate &agrave; viol&ecirc;ncia sexual em Portugal.</p>
<p>
	<strong>&Acirc;ngelo Fernandes</strong> &eacute; fundador da <a href="http://www.quebrarosilencio.pt/" target="_blank">Quebrar o Sil&ecirc;ncio</a>, a primeira associa&ccedil;&atilde;o portuguesa de apoio especializado a homens e rapazes v&iacute;timas e sobreviventes de viol&ecirc;ncia sexual.</p>
<p>
	&Eacute; autor do livro &quot;De Que Falamos Quando Falamos de Viol&ecirc;ncia Sexual Contra Crian&ccedil;as?&quot; (Pergaminho, 2022), um guia dirigido a pais, m&atilde;es e pessoas cuidadoras para a preven&ccedil;&atilde;o do abuso sexual de crian&ccedil;as.</p>
<p>
	H&aacute; 10 anos que desenvolve trabalho cont&iacute;nuo de sensibiliza&ccedil;&atilde;o e forma&ccedil;&atilde;o sobre viol&ecirc;ncia sexual, com especial enfoque nos homens e rapazes, contribuindo para a desconstru&ccedil;&atilde;o de mitos, estere&oacute;tipos de g&eacute;nero e sil&ecirc;ncios persistentes.</p>
<p>
	D&aacute; forma&ccedil;&atilde;o a diversos profissionais (sa&uacute;de, servi&ccedil;o social, for&ccedil;as policiais, psicologia, etc.) para promover o acolhimento, acompanhamento e encaminhamento de homens e rapazes v&iacute;timas de viol&ecirc;ncia sexual, de v&iacute;timas masculinas de viol&ecirc;ncia sexual, e para os capacitar em situa&ccedil;&otilde;es de preven&ccedil;&atilde;o, mas tamb&eacute;m no que devem fazer em caso de suspeita de abusos sexuais.</p>
<p>
	Escreve regularmente sobre viol&ecirc;ncia sexual para o SAPO24 e estreou-se no romance com &quot;Neblina&quot; (Oficina do Livro, 2025) uma hist&oacute;ria centrada no abuso sexual de crian&ccedil;as.</p>
<p>
	&nbsp;</p>
 ]]></description>
<pubDate>Thu, 02 Jul 2026 00:00:00 GMT</pubDate>
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</item>
<item>
<title>Accountability, Liberation and Peace in Palestine</title>
<link>https://saladeimprensa.ces.uc.pt/index.php?col=canalces&amp;id=49878</link>
<description><![CDATA[ <p>
	Two years after the greatest escalation of violence in Palestine and Israel, in October 2023, a new phase of the genocide of the Palestinian people has begun, in what the UN special rapporteur Francesca Albanese identified as a collective crime. The cease-fire of October 10, 2025, and the apparent de-escalation of Israel&rsquo;s offensive in Gaza, seemed to be enough to promote a sense of normalcy, for most media outlets to turn their cameras away, and for world leaders or representatives of organisations such as the European Union to avoid acting to stop Israel&rsquo;s genocidal acts, as ordered by the International Court of Justice in 2024.</p>
<p>
	However, as US President Donald Trump and allies established a &ldquo;Board of Peace&rdquo; to impose a &quot;transition&quot;, violence increases across the occupied Palestinian territories while Israel openly promotes settlement and annexation. More recently, both countries jointly attacked Iran and Israel attacked Lebanon, demonstrating the wider implications of war and violence not only for the region, but for the world. Now, Palestine may be drawing less attention, but what this means objectively is that as accountability, justice and self-determination remain far removed from the horizon, so are peace and liberation.</p>
<p>
	This seminar discussed this reality, but also our shared responsibility to prevent the consolidation of the settler-colonization of Palestine and the ongoing warmongering in the region and the world. Yara Hawari started with a critical overview of what brought us to this juncture, what the &quot;Board of Peace&quot; means for Palestinian liberation, and how &quot;global&quot; Palestine has historically become. Tamam Abusalama discussed the world&#39;s reaction to Israel&#39;s genocidal acts in Gaza, particularly the growing international solidarity movement, and informed of the European Citizens&#39; Initiative to suspend the EU-Israel Association Agreement. Teresa Almeida Cravo (Associate Professor of International Relations, Faculty of Economics of the University of Coimbra and Researcher at CES) analyzed these recent developments and conceptualized what she understands as a corporate logic of peace promotion that is fundamentally transactional, privatized, and exclusionary, and cannot, therefore, lead to common and just peace. The seminar ended with a Q&amp;A session and conclusions on collective responsibilities.</p>
<hr />
<p>
	Dois anos ap&oacute;s a maior escalada de viol&ecirc;ncia na Palestina e em Israel, em outubro de 2023, iniciou-se uma nova fase do genoc&iacute;dio do povo palestino, que a relatora especial da ONU, Francesca Albanese, classificou como um crime coletivo. O cessar-fogo de 10 de outubro de 2025 e a aparente desescalada da ofensiva israelense em Gaza pareceram suficientes para promover uma sensa&ccedil;&atilde;o de normalidade, levando a maioria dos meios de comunica&ccedil;&atilde;o a desviarem suas c&acirc;meras e fazer com que l&iacute;deres mundiais ou representantes de organiza&ccedil;&otilde;es como a Uni&atilde;o Europeia evitassem agir para deter os atos genocidas de Israel, conforme ordenado pelo Tribunal Internacional de Justi&ccedil;a em 2024.</p>
<p>
	Contudo, enquanto o presidente dos EUA, Donald Trump, e seus aliados estabeleciam um &quot;Conselho de Paz&quot; para impor uma &quot;transi&ccedil;&atilde;o&quot;, a viol&ecirc;ncia aumenta nos territ&oacute;rios palestinianos ocupados e Israel promove abertamente a coloniza&ccedil;&atilde;o e a anexa&ccedil;&atilde;o. Mais recentemente, ambos os pa&iacute;ses atacaram conjuntamente o Ir&atilde; e Israel atacou o L&iacute;bano, demonstrando as amplas implica&ccedil;&otilde;es da guerra e da viol&ecirc;ncia n&atilde;o apenas para a regi&atilde;o, mas para o mundo. Agora, a Palestina pode estar atraindo menos aten&ccedil;&atilde;o, mas o que isso significa objetivamente &eacute; que, enquanto a responsabiliza&ccedil;&atilde;o, a justi&ccedil;a e a autodetermina&ccedil;&atilde;o permanecem distantes no horizonte, tamb&eacute;m a paz e a liberta&ccedil;&atilde;o est&atilde;o fora de alcance.</p>
<p>
	Este semin&aacute;rio abordou essa realidade, mas tamb&eacute;m a nossa responsabilidade compartilhada de impedir a consolida&ccedil;&atilde;o da coloniza&ccedil;&atilde;o da Palestina e a cont&iacute;nua beliger&acirc;ncia na regi&atilde;o e no mundo. Yara Hawari iniciou com uma an&aacute;lise cr&iacute;tica do que nos trouxe a esta conjuntura, o significado do &quot;Conselho de Paz&quot; para a liberta&ccedil;&atilde;o palestiniana e como a Palestina se tornou historicamente &quot;global&quot;. Tamam Abusalama discutiu a rea&ccedil;&atilde;o mundial aos atos genocidas de Israel em Gaza, particularmente o crescente movimento de solidariedade internacional, e informou sobre a Iniciativa de Cidadania Europeia para suspender o Acordo de Associa&ccedil;&atilde;o UE-Israel. Teresa Almeida Cravo analisou os desenvolvimentos recentes para finalmente conceitualizar o que ela entende como uma l&oacute;gica corporativa de promo&ccedil;&atilde;o da paz que &eacute; fundamentalmente transacional, privatizadora e excludente, e que, portanto, n&atilde;o pode conduzir a uma paz comum e justa. O semin&aacute;rio terminou com uma sess&atilde;o de quest&otilde;es e coment&aacute;rios e conclus&otilde;es sobre a responsabilidade coletiva.</p>
 ]]></description>
<pubDate>Wed, 01 Jul 2026 00:00:00 GMT</pubDate>
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</item>
<item>
<title>IN SITU Dialogues: Episode 8 | Turning Success Stories into Lasting Systems: Culture and Innovation Policy for a Sustainable Non-Urban Europe</title>
<link>https://saladeimprensa.ces.uc.pt/index.php?col=canalces&amp;id=49875</link>
<description><![CDATA[ <p>
	Neste epis&oacute;dio de encerramento, a conversa passa da pr&aacute;tica para as pol&iacute;ticas p&uacute;blicas. Ao longo da s&eacute;rie, os nossos estudos de caso demonstraram o potencial transformador da cultura e da criatividade em territ&oacute;rios n&atilde;o urbanos, mostrando como iniciativas impulsionadas pelas comunidades locais podem responder a desafios sociais, econ&oacute;micos e ambientais prementes. Mas como podem estes exemplos inspiradores ser traduzidos em mudan&ccedil;as duradouras e estruturais? Que pol&iacute;ticas, enquadramentos e mecanismos de apoio s&atilde;o necess&aacute;rios para garantir que os ecossistemas criativos n&atilde;o s&oacute; emergem, como tamb&eacute;m perduram a longo prazo?</p>
<p>
	Para explorar estas quest&otilde;es, contamos com a participa&ccedil;&atilde;o de Michaela Charisi (European Network of Cultural Centres, B&eacute;lgica), Julius Heinicke e Helena Walther (Universidade de Hildesheim, Alemanha) e Andr&eacute; Torre (Instituto Nacional de Investiga&ccedil;&atilde;o para a Agricultura, Alimenta&ccedil;&atilde;o e Ambiente, Fran&ccedil;a). Em conjunto, analisam as interliga&ccedil;&otilde;es entre as pol&iacute;ticas de sustentabilidade, cultura e inova&ccedil;&atilde;o, refletindo sobre a forma como os decisores pol&iacute;ticos podem reconhecer, apoiar e refor&ccedil;ar o trabalho criativo para al&eacute;m dos centros urbanos.</p>
<p>
	Esta conversa faz parte de uma s&eacute;rie de 8 epis&oacute;dios (Out 2025 &ndash; Primavera 2026), dando palco a <a href="https://insituculture.eu/case-study-projects/">12 estudos de caso</a> em seis regi&otilde;es perif&eacute;ricas da Europa: artistas, empreendedores/as culturais e organizadores/as comunit&aacute;rios/as que est&atilde;o a promover novas formas de desenvolvimento cultural.</p>
<hr />
<p>
	In this concluding episode, the conversation shifts from practice to policy. Throughout the series, our case studies have demonstrated the transformative potential of culture and creativity in non-urban areas, showing how locally driven initiatives can address pressing social, economic and environmental challenges. But how can these inspiring examples be translated into lasting, systemic change? What policies, frameworks and support mechanisms are needed to ensure that creative ecosystems not only emerge, but also endure over the long term?</p>
<p>
	To explore these questions, we are joined by Michaela Charisi (European Network of Cultural Centres, Belgium), Julius Heinicke and Helena Walther (University of Hildesheim, Germany), and Andr&eacute; Torre (National Institute for Agriculture, Food and Environment, France). Together, they examine the intersections of sustainability, cultural, and innovation policy, reflecting on how policymakers can better recognise, support and strengthen creative work beyond urban centres.</p>
<p>
	This conversation is part of an 8-episode series (Oct 2025&ndash;Spring 2026), featuring voices from <a href="https://insituculture.eu/case-study-projects/">12 case studies</a> across six non-urban regions in Europe: artists, cultural entrepreneurs, and community organisers shaping new pathways for culture-based development.</p>
 ]]></description>
<pubDate>Mon, 29 Jun 2026 00:00:00 GMT</pubDate>
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</item>
<item>
<title>UnCoveR - Media e Violência Sexual: Ep.4 Daniela Filipe Bento</title>
<link>https://saladeimprensa.ces.uc.pt/index.php?col=canalces&amp;id=49777</link>
<description><![CDATA[ <p>
	Neste epis&oacute;dio, Rita Alcaire conversa com Daniela Filipe Bento, ativista transfeminista e presidente da ILGA Portugal.<br />
	A viol&ecirc;ncia sexual contra pessoas LGBTQIA+, media e respostas institucionais s&atilde;o pensadas a partir da experi&ecirc;ncia no ativismo e na defesa dos direitos de pessoas trans e intersexo. Fala-se ainda dos obst&aacute;culos ao acesso &agrave; justi&ccedil;a, dos estere&oacute;tipos medi&aacute;ticos, bem como do papel das pessoas aliadas e da import&acirc;ncia da arte na transforma&ccedil;&atilde;o social.</p>
<p>
	<strong>Daniela Filipe Bento</strong> &eacute; ativista transfeminista, presidente da ILGA Portugal desde 2023 e uma das vozes mais ativas na defesa dos direitos das pessoas trans e intersexo em Portugal. Identifica-se como mulher trans-n&atilde;o-bin&aacute;ria, ag&eacute;nero/demigirl e pansexual, articulando a experi&ecirc;ncia vivida com o ativismo em &aacute;reas como a justi&ccedil;a de g&eacute;nero, os direitos LGBTQIA+ e a sa&uacute;de mental.</p>
<p>
	Com forma&ccedil;&atilde;o em astronomia e engenharia de software, trabalha na &aacute;rea tecnol&oacute;gica e participa, h&aacute; quase duas d&eacute;cadas, no movimento queer e feminista em Portugal.</p>
<p>
	Ao longo do seu percurso colaborou com organiza&ccedil;&otilde;es e coletivos como o GRIT &ndash; Grupo de Reflex&atilde;o e Interven&ccedil;&atilde;o Trans, a Transmiss&atilde;o &ndash; Associa&ccedil;&atilde;o Trans e N&atilde;o-Bin&aacute;ria, o coletivo Las Piteadas e a associa&ccedil;&atilde;o Alertamente. Participou ativamente na elabora&ccedil;&atilde;o da Lei n.&ordm; 38/2018 sobre autodetermina&ccedil;&atilde;o de g&eacute;nero e direitos das pessoas intersexo e integrou a campanha #DireitoASer, promovida pela Comiss&atilde;o para a Cidadania e a Igualdade de G&eacute;nero.</p>
<p>
	Desde que assumiu a presid&ecirc;ncia da ILGA Portugal &mdash; sendo a primeira mulher trans a ocupar este cargo e marcando tamb&eacute;m a primeira vez em que a presid&ecirc;ncia e a vice-presid&ecirc;ncia da associa&ccedil;&atilde;o s&atilde;o ocupadas por pessoas trans &mdash;, tem defendido o reconhecimento legal de identidades n&atilde;o-bin&aacute;rias e melhores respostas institucionais para v&iacute;timas LGBTQIA+ de viol&ecirc;ncia.</p>
<p>
	&nbsp;</p>
 ]]></description>
<pubDate>Thu, 25 Jun 2026 00:00:00 GMT</pubDate>
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</item>
<item>
<title>UnCoveR - Media e Violência Sexual: Ep.3 - Vanessa Ezequiel Lopes</title>
<link>https://saladeimprensa.ces.uc.pt/index.php?col=canalces&amp;id=49723</link>
<description><![CDATA[ <p>
	Neste epis&oacute;dio, Lara Ximenes Coelho conversa com Vanessa Ezequiel Lopes, jornalista, ativista e presidente da Associa&ccedil;&atilde;o Rizoma.</p>
<p>
	A partir da sua experi&ecirc;ncia na comunica&ccedil;&atilde;o social e no trabalho com a comunidade cigana, a conversa passa pelo silenciamento, pelas desigualdades sociais e pelos tabus em torno da viol&ecirc;ncia sexual.</p>
<p>
	H&aacute; ainda espa&ccedil;o para refletir sobre a import&acirc;ncia da sensibiliza&ccedil;&atilde;o e da forma&ccedil;&atilde;o, e sobre o papel dos media na forma como falamos &mdash; ou deixamos de falar &mdash; sobre viol&ecirc;ncia.</p>
<p>
	<strong>Vanessa Ezequiel Lopes</strong> &eacute; a primeira mulher cigana jornalista em Portugal. Passou pela Ag&ecirc;ncia Lusa e pelo jornal P&uacute;blico e, na R&aacute;dio Cova da Beira, criou a rubrica Mitos ou Verdades, dedicada &agrave; desconstru&ccedil;&atilde;o de estere&oacute;tipos sobre o povo Roma, outra designa&ccedil;&atilde;o para as pessoas ciganas.</p>
<p>
	&Eacute; presidente da Associa&ccedil;&atilde;o Rizoma, cuja miss&atilde;o &eacute; promover a integra&ccedil;&atilde;o da comunidade cigana na sociedade portuguesa. &Eacute; tamb&eacute;m piv&ocirc; na Christian Life Magazine e est&aacute; a desenvolver, no ISCTE, a sua disserta&ccedil;&atilde;o de mestrado em Ci&ecirc;ncia Pol&iacute;tica, sobre a mobiliza&ccedil;&atilde;o da comunidade cigana para o voto ap&oacute;s a ascens&atilde;o da extrema-direita na Assembleia da Rep&uacute;blica.</p>
<p>
	Vanessa come&ccedil;ou a trabalhar como t&eacute;cnica de televis&atilde;o aos 19 anos e, por essa altura, come&ccedil;ou tamb&eacute;m a sonhar ser jornalista. At&eacute; ent&atilde;o, tinha conclu&iacute;do o 9.&ordm; ano de escolaridade, ap&oacute;s enfrentar v&aacute;rios obst&aacute;culos externos. A vontade de aprender e de prosseguir os estudos levou-a a continuar esse percurso.</p>
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	Vanessa &eacute; ativista pelos direitos humanos e das mulheres. Partilha regularmente reflex&otilde;es sobre estes temas nas redes sociais, realiza palestras sobre diversidade, equidade e inclus&atilde;o em organiza&ccedil;&otilde;es, empresas e escolas e acompanha jovens em risco de abandono escolar.</p>
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	O reconhecimento do seu trabalho tem levado Vanessa a participar em eventos nacionais e internacionais. Em 2021, foi oradora na confer&ecirc;ncia Working Together for Roma Rights: Conference on Roma Equality, Inclusion and Participation in the EU, organizada pela Comiss&atilde;o Europeia. Em 2022, foi convidada como conferencista na Escola de Ver&atilde;o da Representa&ccedil;&atilde;o Portuguesa da Comiss&atilde;o Europeia. Em 2023, representou Portugal e a comunidade cigana num debate, em Bruxelas, com o vice-presidente da Comiss&atilde;o Europeia, sobre comunica&ccedil;&atilde;o social, pol&iacute;tica e inclus&atilde;o. No mesmo ano, participou como oradora num painel sobre direitos humanos no XII Congresso dos Ju&iacute;zes Portugueses.</p>
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	Nas palavras de Vanessa, &eacute; poss&iacute;vel revolucionar cren&ccedil;as e libertar pessoas de hist&oacute;rias repetitivas que frustram gera&ccedil;&otilde;es inteiras.<br />
	&nbsp;</p>
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<pubDate>Thu, 18 Jun 2026 00:00:00 GMT</pubDate>
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