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22-02-2021        Sinal Aberto

Os trabalhadores de ciência são, ao mesmo tempo, profissionais altamente qualificados e muito precários. Cumprem jornadas de trabalho superiores a 40 horas semanais, alguns ultrapassam mesmo as 50 horas, mas o país e as instituições universitárias e de investigação tardam em reconhecer a importância da acção deles, através de vínculos contratuais que acabem com a precariedade em que a esmagadora maioria vive.

O trabalho de pesquisa, com base num questionário, promovido pela Federação Nacional dos Professores (FENPROF) e destinado a conhecer a situação socioprofissional dos investigadores portugueses foi apresentado, no início de Fevereiro, com resultados desanimadores no que respeita às candidaturas do programa de Estímulo ao Emprego Científico e do PREVPAV (Programa de Regulação Extraordinário dos Vínculos Precários na Administração Pública).

Foram formalizados 4372 contratos, num total de um pouco mais de seis mil (6125) que estariam para ser efectivados em ambos os programas, desde o seu início até agora. Todavia, pouco mais de cinco por cento (5,1%) destes contratos garantiu a integração na carreira docente (universitária e do ensino superior politécnico) e 2,9% caucionou a integração na carreira de investigação científica.

Como constata Ana Ferreira, na qualidade de dirigente da FENPROF e de investigadora do Centro Interdisciplinar de Ciências Sociais da Universidade Nova (CICS.NOVA), “temos cerca de 4400 trabalhadores (docentes e investigadores) integrados nas respectivas carreiras, o que é bastante limitado, tendo em conta os 20 mil novos doutores que se formaram na última década”. O sinalAberto pega na realidade dos números para trazer a público precariedades concretas, com nomes — investigadores de carne e osso.

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Alfredo Campos
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