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30-10-2020        Sinal Aberto

A solidariedade e o internacionalismo, bandeiras fortes do movimento operário do século XIX, devem também ser reerguidas à luz dos novos problemas e formas de opressão típicas do século XXI”. Por outro lado, “num contexto de acelerada digitalização, fluidez, trabalho à distância, enfim desmantelamento dos regimes produtivos onde a revolução tecnológica joga um papel importante, os sindicatos ou se reinventam profundamente ou desaparecem”. Nada mal, para princípio de conversa. Sociólogo, professor na Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra e investigador do CES, Elísio Estanque é um reconhecido especialista em matéria de políticas sociais, relações de trabalho e sindicalismo. Portanto, não se espere dele aquilo que ele não vai dar nunca: palavras simpáticas de circunstância, ideias a meia haste. O seu pensamento está claramente de um dos lados da barricada, porque no mundo das relações laborais, direitos dos trabalhadores, emprego, desigualdades sociais e precariedade não há falinhas mansas e muito menos atitudes neutras.

Como olhar e o que fazer, então, em tempos de nova escassez de trabalho — ou de subida do desemprego e da precariedade? Há uma pandemia que veio expor fragilidades antigas e relações de trabalho que impelem a que se discuta e reflita sobre o papel dos sindicatos, hoje. Mais do que nunca, porque o cenário em que estamos é complexo, dirá daqui a pouco Elísio Estanque, ao sublinhar que “nos últimos vinte anos, novas modalidades de protesto e novos movimentos sociolaborais emergiram sob novos dinamismos e formas de organização onde as redes sociais e o “ciberativismo” assumiram um crescente protagonismo”. Também porque as circunstâncias mudaram entende que “só uma profunda reinvenção e alteração de processos pode preservar o sindicalismo”. Contudo, não deixa de assumir frontalmente que “hoje, na União Europeia, faz falta uma luta sindical transnacional, por exemplo por um salário mínimo europeu ou em torno de nova legislação para proteger o teletrabalho e regular as “Work platforms”.  Vamos lá então perceber em detalhe todas as suas ideias.

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Elísio Estanque



 
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operariado    sindicalismo    desemprego    precariedade    economia