José Manuel Mendes, investigador do Observatório do Risco (OSIRIS) do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra, defende que a perceção do risco em Portugal é elevada e transversal, sobretudo face a incêndios rurais, cheias e fenómenos extremos associados às alterações climáticas. Para o sociólogo, o grande desafio não está na falta de diagnósticos, mas na passagem dos planos à ação, num modelo de proteção civil ainda muito centrado nas instituições e pouco nas comunidades.