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17-06-2013        

Minha apresentação dirigir-se-á à questão de como as lições surpreendentes refletidas pelos espelhos estranhos da onto-epistemologia indígena podem contribuir na busca por espistemologias alternativas e por visões sustentáveis de futuro. Há mais de três décadas, eu adentrei nas profundezas da “selva” malaia (a minha “toca do coelho”) no âmbito do meu projeto antropológico de análise cítica do desenvolvimento orientado ao capitalismo através da modernização e da introdução dos indígenas na sociedade hegemónica. Sucintamente, meus resultados revelaram como e porque estas comunidades indígenas têm sido cada vez mais marginalizadas como consequência do seu embricamento com a modernidade. Na minha jornada intelectual, deparei-me com inúmeros personagens de uma realidade que denominarei país das maravilhas indígena.  O exótico tornou-se familiar para mim de tal forma que eu me encontro encantado por este país das maravilhas. Estas lições manifestam-se naquilo que o acadêmico/ativista Maori, Makere Stewart Harawira, referiu como uma dádiva das “ontologias indígenas em tempos perigosos”. As muitas, surpreendentes e ricas lições ontológicas e epistemológicas deste país das maravilhas não cabem no espaço reservado para minha intervenção. Por essa razão, concentrar-me-ei em duas delas: de um lado, a ecologia sagrada indígena, que nos dá pistas para radicalizar a ecologia humana; de outro lado, a consciência histórica dos povos indígenas, que nos permite naturalizar histórias, desafiar e re-mapear historiografias ocidentais que têm apartado natureza da história humana de uma maneira verdadeiramente cartesiana. Antropólogos têm publicado largamente sobre os povos indígenas, é chegada a hora de narrarmos o que temos aprendido dos povos indígenas.[PT]


My presentation will focus on the question of how might the ‘surprising lessons’ from the ‘strange mirrors’ of Indigenous onto-epistemology contribute to the quest for alternative epistemologies and visions for sustainable futures.  More than three decades ago, I trekked into depths of the Malaysian ‘jungle’ (my ‘rabbit hole’) as part of my anthropological project focussed on a critical analysis of capitalist-oriented ‘development’ implemented to ‘modernise’ the Indigenes and to draw them into the ‘mainstream of society’. In short, my findings revealed how and why these Indigenous communities have become increasingly marginalised as a consequence of their entanglement with modernity. In my intellectual journey, I encountered so many fascinating characters in what I will call the Indigenous wonderland.  As the exotic became familiar to me I was enthralled by the many rich lessons from this wonderland. These lessons can be considered to be what the Maori scholar-activist Makere Stewart Harawira has referred to as a gift of ‘indigenous ontologies in perilous times’. It would not be possible for me to narrate in the short time I have for my talk the many ‘surprising’ and rich ontological and epistemological lessons from this Indigenous wonderland. Instead I will focus on just two: their sacred ecology which will help us to radicalise human ecology and their historical consciousness which will assist us to ‘naturalise histories’ and challenge and re-map western historiographies which have detached in truly Cartesian way nature from human history. Anthropologists have published a great deal about Indigenous peoples and it is time for us to narrate or translate what we have learned from Indigenous peoples.[EN]




 
 
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