Neste episódio, Rita Alcaire conversa com Daniela Filipe Bento, ativista transfeminista e presidente da ILGA Portugal.
A violência sexual contra pessoas LGBTQIA+, media e respostas institucionais são pensadas a partir da experiência no ativismo e na defesa dos direitos de pessoas trans e intersexo. Fala-se ainda dos obstáculos ao acesso à justiça, dos estereótipos mediáticos, bem como do papel das pessoas aliadas e da importância da arte na transformação social.
Daniela Filipe Bento é ativista transfeminista, presidente da ILGA Portugal desde 2023 e uma das vozes mais ativas na defesa dos direitos das pessoas trans e intersexo em Portugal. Identifica-se como mulher trans-não-binária, agénero/demigirl e pansexual, articulando a experiência vivida com o ativismo em áreas como a justiça de género, os direitos LGBTQIA+ e a saúde mental.
Com formação em astronomia e engenharia de software, trabalha na área tecnológica e participa, há quase duas décadas, no movimento queer e feminista em Portugal.
Ao longo do seu percurso colaborou com organizações e coletivos como o GRIT – Grupo de Reflexão e Intervenção Trans, a Transmissão – Associação Trans e Não-Binária, o coletivo Las Piteadas e a associação Alertamente. Participou ativamente na elaboração da Lei n.º 38/2018 sobre autodeterminação de género e direitos das pessoas intersexo e integrou a campanha #DireitoASer, promovida pela Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género.
Desde que assumiu a presidência da ILGA Portugal — sendo a primeira mulher trans a ocupar este cargo e marcando também a primeira vez em que a presidência e a vice-presidência da associação são ocupadas por pessoas trans —, tem defendido o reconhecimento legal de identidades não-binárias e melhores respostas institucionais para vítimas LGBTQIA+ de violência.