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15-04-2019        

Runaways, fugitives and deserters are usually related to two categories of people: Maroon slaves or conscripts. We will take a different position, arguing that the history of runaways – from the mid-seventeenth century through the end of the nineteenth century in Europe and well into the twentieth century in other parts of the world – is a global history in the sense that it concerned most working people – slaves, serfs, indentured immigrants, bonded persons, apprentices and servants as well as convicts, seamen and soldiers. Runaways do not just express resistance face to oppression, coercion and exclusion, or even to the industrial world, but something deeper, something structural and troubling: the relationship, in labour activities, between economic order, political inclusiveness/exclusion and social stability. The persistence of runaways between the 17th and the early 20th century, at least, reveals the tensions in transforming societies through this period, and thus, modernization, imperial expansion, revolutions and industrialization.


Voz, fuga e trabalho. Uma perspetiva global, séculos XVII a inícios do século XX

Os fugitivos e os desertores estão habitualmente relacionados com duas categorias de pessoas: os conscritos ou os escravos Maroon. Adotaremos uma posição diferente, argumentando que a história dos fugitivos – desde meados do século dezassete até ao final do século dezanove na Europa e incluindo boa parte do século vinte noutras partes do mundo – é uma história global no sentido em que englobou a maior parte dos trabalhadores – escravos, servos, imigrantes escriturados, trabalhadores forçados e aprendizes, bem como os reclusos, marinheiros e soldados. Os fugitivos não exprimem apenas uma resistência perante a opressão, a coerção e exclusão, ou até perante o mundo industrial; exprimem também algo mais profundo, algo estrutural e perturbador: a relação, nas atividades laborais, entre a ordem económica, a inclusão/exclusão política e a estabilidade social. A persistência dos fugitivos entre os séculos XVII e os inícios do século XX, pelo menos, revela as tensões das sociedades em transformação neste período e, do mesmo modo, a modernização, a expansão imperial, as revoluções e a industrialização.

 



 
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Evento > Lição | Colégio de Estudos Globais > Voice, exit, and labor. A global perspective, 17th-early 20th centuries
 
temas
trabalho    coerção    história global