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30-04-2015        

Inês Macamo Raimundo - É atualmente Professora associada da Faculdade de Letras e Ciências Sociais da Universidade Eduardo Mondlane, assim como do Centro de Análise de Políticas Públicas da mesma Universidade.
Doutorada em Processos Migratórios Forçados pela Universidade de Witwatersrand (África do Sul), tem vindo a trabalhar temas relacionados com a mobilidade humana no contexto da África Austral, destacando-se os temas ligadosà pobreza, HIV, meio ambiente e género. Desde 2004 tem vindo a coordenar estudos de migração sob a égide da SAMP (Projecto de Estudos Migratórios na África Austral), que inclui: a migração forçada e migração transfronteiriça, HIV, saúde sexual e reprodutiva, a segurança alimentar urbana, e sexo, urbano e estudos ambientais.
Tem inúmeros trabalhos publicados em revistas e livros nacionais e internacionais, destacando-se Raimundo, Inês (2008). “Migration Management: Mozambique’s Challenges and Strategies”. In International Migration and National Development in sub-Saharan Africa. Edited By Aderanti Adepoju, Ton Van Naerssen and Annelies Zoomers, Brill, Leiden; Raimundo, Inês (2005). “From civil war to floods: an international migration in Gaza province, Mozambique, In Negotiating Modernity: Africa's Ambivalent Experience. Edited by Elisio S. Macamo. Zed Books, London.

Nesta entrevista realizada por Bruno Sena Martins, Inês Macamo Raimundo explica que os principais fatores nas deslocações forçadas em Moçambique têm sido, mais recentemente, os desastres naturais, obrigando muitos moçambicanos a terem mais que uma residência, atravessando amiúde as fronteiras nacionais. A seu ver, esta permanente mobilidade cria um contexto adverso para segurança económica e formação formal das populações.
Inês Macamo Raimundo refere que as deslocações forçadas tiveram um importante momento histórico aquando da chamada guerras civil, cujos 16 anos impactaram fortemente as populações. Antes disso, lembra o impacto do colonialismo: através da Guerra Colonial/Guerra de libertação e através da escravatura, do chibalo (trabalho forçado) e do imposto de palhota.

 
 
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Bruno Sena Martins



 
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