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24-09-2018        

Devido a certos debates nos quais participei através das redes sociais graças à atenção que recebeu um grupo de feministas argentinas brancas ao desnudarem-se no meio de uma marcha, propus-me fazer uma investigação a respeito da representação do sujeito colonial racializado e da maneira como as suas lutas e formas de agenciamento se interpunham não apenas nas representações e nos relatos que sobre ele o ocidente contruiu mas também na forma como os seus interesses e as suas estratégias rivalizam com os interesses e as estratégias dos movimentos sociais protagonizados por setores de classe média urbanos produzidos por ativistas brancos e/ou mestiços. A investigação parte da ideia, então expressa, de que as negras sempre estão desnudadas tal como tem sido o tratamento que o corpo racializado recebeu desde a época colonial transatlântica por parte da antropologia, filosofia, medicina e das variadas formas de produção do discurso eurocentrado. Neste sentido, esta investigação procurou mostrar como, dada a diferença colonial, o sujeito racializado produz outros relatos e formas de agenciamento que atentam contra o avanço dos processos de ocidentalização. Interessa-me mostrar as múltiplas formas através da quais os povos e comunidades indígenas e afrodescendentes produzem roturas epistémicas e simbólicas, abrem brechas, enganam, burlam a dominação e o racismo da ordem moderna colonial capitalista de género.


 A raíz de ciertos debates en los que participé a través de las redes sociales debido a la atención que recibiera un grupo de feministas blancas argentinas cuando se desnudaron en medio de una marcha, me propuse hacer una investigación respecto de la representación del sujeto colonial racializado y la manera en que sus luchas y formas de agenciamiento ponen entre dicho no solo las representaciones y los relatos que sobre sí ha construido occidente, sino la manera en que también sus intereses y sus estrategias difieren y rivalizan con los intereses y las estrategias de los movimientos sociales protagonizados por sectores de clase media urbanos producidos por activistas blancos y/o blanco mestizos.

La investigación parte de la idea, expresada en aquella oportunidad, de que las negras siempre estamos desnudas tal como ha sido el tratamiento que el cuerpo racializado ha recibido desde la colonial y la trata trasatlántica por parte de la antropología, la filosofía, la medicina y las variadas formas de producción del relato eurocentrado.

En este sentido, esta investigación ha buscado mostrar cómo, dada la diferencia colonial, el sujeto racializado produce otros relatos y formas de agenciamiento que atentan contra el avance de los procesos de occidentalización. Me interesa mostrar las múltiples formas a través de las cuales  los pueblos y comunidades indígenas y afrodescendientes producen rupturas epistémicas y simbólicas, abren grietas, trampean, burlan la dominación y el racismo del orden moderno colonial capitalista de género.

 
 
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